quarta-feira, 15 de novembro de 2017



Este ano entrei num mundo novo, o da aromaterapia, mais exatamente, o da doTerra. Várias razões me conduziram até esta decisão de iniciar este caminho:

- soluções naturais e duradouras para a minha saúde

Desde o cancro e o final dos tratamentos que a minha vida mudou. Nos últimos 5 anos antes do cancro, não fui uma única vez ao médico de família nem conhecia o hospital de Cascais; passados 5 anos do diagnóstico, não há um único mês - às vezes semana - em que eu não ande ou no centro de saúde ou no Hospital de Cascais ou no IPO. Ou seja, mesmo sem cancro, as coisas mudaram efetivamente e, para mim, não é solução a longo-prazo andar sempre a caminho de 'pensos rápidos', embora por vezes sejam necessários; é preciso pensar na saúde e no corpo de forma sustentável e sustentada. Por que não pensar em integrar óleos essenciais, com certificado de grau terapêutico, na minha rotina, progressivamente e ir atendendo às necessidades que vou identificando, tanto físicas como emocionais, consoante os sintomas que vão aparecendo? 

- despertar dos sentidos

Desde o início do blog que eu ando a vender a ideia de que a felicidade mora nos sentidos, uma coisa bastante óbvia para mim, na fase-borboleta (o primeiro ano depois dos internamentos). À medida que me vou afastando dessa experiência e com o stress diário, vou-me esquecendo de me ligar mais a esse essencial que constitui a estrutura que o nosso corpo possui e nos permite comunicar com o exterior: a dos sentidos. Por outro lado, senti que o olfacto era um dos sentidos que devia trabalhar, pelo meu historial de sinusite e até pela sua ligação à memória, uma das funções que vi mais afetada depois da quimioterapia. Estou a pôr fé no meu córtex olfativo! 😃

- a natureza

Porque não só estamos integrados nela como somos também essa própria Natureza, faz-me sentido que o meu corpo possa estar conectado com os princípios mais essenciais que vêm de outros seres vivos, neste caso, as plantas. Porque sinto que, como civilização, estamos a pagar o preço de muitos anos de desconexão e desrespeito na nossa relação com o meio-ambiente. Para resgatar o que fomos negligenciando, devemos moderar a presunção humana de que controlamos o meio em que vivemos (incluindo o nosso corpo) com dinheiro, tecnologia e produtos manipulados, assumindo assim a sabedoria maior que reside na natureza. Com isto não quero desvalorizar a era em que vivemos: a mim agrada-me muito poder ter acesso a uma pílula que me resolve uma infeção ou uma dor na hora, só não quero que isso ultrapasse tudo o resto; é bom termos químicos para resolver muitas situações, da saúde à higiene ou à agricultura, só não quero que ultrapasse tudo o resto; é bom termos tecnologia para tudo, até para as relações humanas - só não quero que ultrapasse tudo o resto! Porque é no meio que está a virtude, mas há muito que ultrapassámos este meio. 

- o comércio justo

Também nas relações humanas e comerciais, há muito ultrapassámos o meio, num meio onde ganham os interesses financeiros em detrimento das pessoas. Para isto mudar, há que escolher melhor e menos, mais qualidade e menos quantidade. Se uma empresa respeita os habitats naturais, os produtores locais e o consumidor final, tem o meu voto de confiança. Uma das razões que me fez escolher a doTerra foi este site: Source To You.

- a doTerra e não outra qualquer marca à venda nas ervanárias

Porque os óleos são 100% puros e podem ser ingeridos, tomados como suplementos alimentares, para além da aplicação tópica e aromática. Também são seguros na sua utilização com crianças. Estes dois factores fizeram-me ter mais confiança no produto. 

Porque me sinto acompanhada, dentro de uma equipa que partilha conhecimento, apoio e serviços, dentro deste mundo da doTerra. Ao mesmo tempo, ao inscrever-me, sou representante da marca e posso empreender de forma a potenciar a minha própria utilização dos óleos e acesso aos produtos doTerra (dá vontade de encomendar logo tudo!). Mais uma vez, sustentabilidade. 

- Aromatouch

Uso o difusor eléctrico praticamente todos os dias mas, para além disso, através da doTerra, adquiri mais uma ferramenta para pôr ao serviço do curAção e do caminho de cura de quem assim o sentir (comecei pelos meus pais). O Aromatouch é uma técnica de aplicação dos óleos essenciais doTerra, nas costas, na cabeça e nos pés, co uma sequência específica que visa a homeostase do organismo de quem recebe. Em cada corpo vai agir de forma específica. O Aromatouch constitui uma ferramenta que permite proporcionar bem estar, para além de facilitar mecanismos de cura do próprio organismo. 


Agradecimentos: Natacha Moura, Encanto de Gaia e Espaço Xilua (que está de parabéns porque completa hoje 7 anos!!! 💗)





quarta-feira, 1 de novembro de 2017



no caminho da descoberta dos meus... sentidos


No que diz respeito ao ser humano, se formos selecionar o seu movimento mais elementar, teremos de eleger a respiração. Mesmo quando estamos parados, o nosso corpo continua em movimento. Seja pela corrente sanguínea, pelo bombear do coração, passando pelos movimentos viscerais e o processo digestivo e terminando nos pensamentos, parar é efetivamente morrer. O problema começa quando não reconhecemos e validamos esse movimento que continuamos a fazer mesmo em descanso. Qual é o resultado disso? Viver na angústia permanente de uma sociedade que exige que sejamos ativos, produtivos, fazedores de tudo e de nada, sem direito a pausas. Parar de correr, de produzir, de trabalhar, de fazer coisas, não é morrer. A verdade é que o descanso continua a ser movimento, talvez o mais importante na reformulação do caminho. Porque as pausas continuam a gerar pensamentos, digestão, contração e expansão e... respirAção. 

Como professora do método Pilates, reparo que o maior problema da respiração reside na inspiração. Inspiramos muito mal e sopramos muito bem. Há pessoas cuja inspiração é quase inexistente. E como absorvemos coisas boas se não (nos) inspiramos? E se o segredo para muitos dos nossos males estiver na inspiração, física ou simbólica, mas muito física e real? Como aguentar expirando-nos constantemente?

Quando reflito na razão do nosso corpo para cortar a inspiração, penso em proteção. Há tantas coisas que "não nos cheiram", que é mais seguro bloquear a respiração e o olfacto, uma coisa, a outra ou as duas. É então preciso reaprender a respirar e a cheirar, num ambiente seguro, que dê lugar a coisas boas. Este é um assunto que invariavelmente me toca porque a sinusite e as alergias me acompanham desde que nasci, numas fases mais ativas do que noutras (Agosto e Setembro foram terríveis, Outubro foi calminho). O que será que às vezes "não me cheira"? Será que valido essa intuição? Será que bloqueio a porta de entrada do olfato? Do que será que a produção desenfreada de muco me procura proteger? Quais são os perigos? O que é demasiado e o que é insuficiente? Seja por insuficiência seja por hipersensibilidade, a respiração fica comprometida. E eu duvido que as outras funções vitais não fiquem também quando a respiração é deficiente. Um dia dedico-me a explorar os padrões respiratórios ligados a diversos tipos de pessoas, personalidades e patologias. Continuo a observar porque, apesar do astigmatismo, não me privo de ver - pelo menos, o que me interessa!😂😂


Sessão relaxamento nas Gaivotas da Torre, em Cascais, com a Arte Move e o projeto We Move


segunda-feira, 30 de outubro de 2017


(encontrado nos rascunhos) 

Hoje fui à praia do lado, a que não me é habitual, mas alguma coisa me fez ir para lá. Quando isto acontece - decidir não sei por que razão fazer as coisas de maneira diferente - normalmente acaba por acontecer alguma coisa que me faz perceber por que teve de ser assim, naquele dia e naquela hora. Como já me conheço, assim que dou por mim a ir para lá, penso "O que será que te está a puxar para aqui hoje?" Tive a resposta uns minutos depois, quando vejo passar um casalinho bonito e fofo (sem ironias!), à beira-mar plantado, entre carinhos e mergulhos e que veio a banhos mesmo à minha frente quando estavam a kms da toalha. 

Eu conheço aquele homem, sei que tem um telefone secreto para falar com outras mulheres, sei que mente à cara podre e sei que vai ser sempre assim. Só observei e questionei o aqui e agora da cena que presenciei.

Ultimamente tenho sido confrontada com várias histórias, de amigos, de conhecidos, de casais, quase-casais, ex-casais, relacionamentos afetivos, uns com mais amor do que outros, e todos têm tido a função de me fazer questionar o que quero eu para a minha vida, no campo dos afetos. O universo anda mesmo a conspirar para que me faça esta pergunta. Ou que encontre esta resposta. Não é óbvia, a sério que não é. 

Em cada história que me contam, eu respondo à pergunta "Inspira-me?" "Não me inspira?" e dou por mim a pensar "Não quero nada disto para mim!" ou "Ah isto, sim, eu era capaz de gostar disto!" E por aí vou... Identificar o que me inspira ajuda-me a validar aquilo em que acredito. Se não valer a pena, não vale a pena. 

Inspiração precisa-se para acreditar que o amor é possível, que é possível criar um espaço comum sem negar o mundo de cada um, desejar que o mundo secreto more no sonho e na fantasia e não em telefones e encontros escondidos. Do que será que nos escondemos?

Temos tantas estratégias para sabotar o amor! Não interessa se é perfeito, não interessa se é igual ou diferente, não interessa se parece muito, não interessa se parece pouco, não interessa se é lento, não interessa se é rápido, não interessa se parece estranho (para mim, vai sempre ser), não interessa se não acertamos, não interessa se não sabemos, não interessa. Interessa fazer escolhas e saber que todas as escolhas nos levam para caminhos diferentes.









sábado, 28 de outubro de 2017


(este texto remonta a 2015 e estava nos rascunhos)

O trabalho é bom para a saúde mental. Sempre disse isto, mas a verdade é que, quando me sinto a enlouquecer, há algumas coisas que me ajudam a voltar à base:

1. O trabalho e as "obrigações" (que palavra feia para as rotinas que nos organizam os dias);

2. Estar no momento presente, disponível para receber o que esse momento tem para oferecer;

3. Fazer alguma coisa de que se goste e despertar os sentidos;

4. Manter o foco no que se tem e não no que não se tem;* 

5. As alíneas anteriores podem resumir-se a ocupar o tempo, a cabeça e o corpo, mas, na verdade, encher o tempo e a cabeça não é reparador, se não for com coisas que nos pre-encham e nos encham as medidas;

6. Recorrer aos amigos para uma "palavra amiga", alguém "de fora" que nos ajude a pôr as coisas em perspetiva;

7. Manter o foco no material, em coisas terrenas, no sentido pragmático: ajuda-nos a "aterrar";

8. Observar as emoções como se de um filme se tratasse. Elas vêm e vão. Mas é preciso dar-lhes lugar antes de partirem.

9. "Está tudo bem." no repeat... 


Fotografia For Brain durante formação em Intervenção Snoezelen


*Atualização 2017: 

Uma ressalva: querermos coisas que não temos é legítimo, mas é mais produtivo manter o foco no que se quer conquistar do que manter o foco no que não se conquistou. Parece igual mas não é. Parece semântica, mas a perspetiva positiva leva-nos a honrar as conquistas que fizemos e a respeitar o processo. Os timings e as experiências todas que vamos vivenciando estão a preparar o terreno para coisas melhores. Ou apenas outras coisas. E talvez até sejam essas tais coisas. 


sexta-feira, 6 de outubro de 2017


Das novas profissões que estão a emergir com a tecnologia e com a falta de alternativas no modelo atual, que empurra tanta gente para o desemprego, ouvimos muito a expressão influenciador(a) digital. Uma pessoa que tem presença digital, é seguida por milhares de pessoas e vai mostrando a sua forma inspiradora de viver, influencia os seus seguidores, torna-se numa referência em determinada área e dita tendências nessa mesma área. As marcas já perceberam isto e nós, às vezes, nem nos apercebemos da quantidade de informação que absorvemos enquanto navegamos pelas redes sociais! 

Eu acompanho alguns canais do youtube e algumas pessoas no facebook e no instagram, todas elas me influenciam de alguma maneira, principalmente porque, hoje em dia, também está "na moda" a promoção de um determinado estilo de vida que seja duradouro, consistente, saudável e bonito, o que é algo que também me serve, também me interessa. E é preciso. 

Bonito? Sim, há um lado necessariamente estético na vida e, naturalmente, na vida digital. Se a televisão vive da imagem, a internet também. Há um lado necessariamente estético na vida que acredito estar relacionado com a necessidade que temos de harmonia. E por que não harmonia, paz, passarinhos e relva verde-alface a gritar esperança? Não há nada de errado no bonito, a não ser quando entramos em comparações e nos achamos menos, a não ser quando achamos que não há feio nas vidas aparentemente bonitas, as quais também não deixam de o ser quando lhes descobrimos coisas feias, difíceis ou menos agradáveis. 

Por outro lado, temos o mundo da comunicação social cheio de coisas aterradoras, que acontecem todos os dias. A vida digital vive da sensação que roça o sensionalismo, seja para a desgraça seja para a perfeição. 

Continuo a acreditar que as pessoas que nos influenciam mais são as nossas, a do nosso círculo, mas a verdade é que o grande círculo alberga um mundo de gente, vidas, treinadores da felicidade, cozinheiros do amor mas, sobretudo, pessoas com os seus medos e inseguranças à procura do lugar seguro, que se quer bonito, bom e sustentável. Para si, para os outros, para o planeta. Gosto dos "influenciadores" que naturalmente só querem gritar ao mundo o que descobriram que é bom para si: posições sem imposições. 

Quando criei este blog, há quatro anos (já tinha tido outro em 2006), a minha ideia era fazer aquilo que agora é tão comum, criar um espaço de partilha que pudesse inspirar e desenvolver ações que extrapolassem o blog mas que servissem a missão ou intenção, utilizando as ferramentas que a minha formação e a minha experiência de vida me proporcionaram. Não o fiz da forma estruturada e consistente que o marketing digital exige, mas conforme fui sentindo. Das cura-ações, muitas ações ficaram apenas no plano das ideias, mas é incrível assistir à evolução da comunidade digital, em tão pouco tempo! É até uma avalanche um bocadinho esmagadora! Ou sinal de mudança.





sábado, 12 de agosto de 2017


Masca, uma aldeia entre vales

Em modo revisitar-a-última-viagem-quando-não-se-pode-viajar, partilho as últimas fotos da minha visita às Canárias, há 3 meses. Não seria justo partilhar só o Sul, ensolarado mas árido. O Norte (noroeste também) parece um jardim tropical. Apesar de, a caminho de Puerto de La Cruz, a primeira cidade da ilha a desenvolver-se para o turismo, o ceú fosse ficando mais encoberto e o mar mais picado, as paisagens são lindíssimas, verdes e floridas, contrastando com as cores do sul. As praias, aqui, não estavam para banhos, mas o sol aquecia quando lhe apetecia. 


Icod de Los Vinos

El Drago - árvore milenar




Garachico




A vista para a ilha Gomera



Masca



Puerto de la Cruz










Playa del Jardín - Puerto de la Cruz








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